Modelos de receita/monetização para Marketplaces

Por: Rafael Colombo Dias – rafael@marketplacebr.com.br

* Artigo também publicado no site especializado E-COMMERCE BRASIL

Este artigo é parte de um capítulo do livro que estou escrevendo já há algum tempo. Há uma grande ansiedade para o lançamento deste material que é baseado em muito, muito estudo, e tem como objetivo orientar empreendedores que irão se aventurar com este modelo de negócio fascinante e que tem criado empresas disruptivas mundo a fora.

O motivo deste compartilhamento antecipado é atender uma demanda recorrente sobre os possíveis modelos de receita para o modelo de negócio denominado marketplace. Fiz algumas adaptações no texto original para poder lança-lo como um artigo.

Pela natureza da minha profissão, e também por interesse/paixão pessoal, tenho necessidade de me aprofundar em absolutamente todas as verticais que compõe uma operação de marketplace.

Para obter essa profundidade de conhecimento, preciso ultrapassar fronteiras e deixar de observar apenas as operações brasileiras, estas, na minha opinião, ainda em fase de maturação, considerando o mar de oportunidades e possibilidades que este modelo permite.

Desde que me lancei no mercado como consultor de marketplace junto com a Marketplace Brasil, dei “sorte” de ser contratado para estruturar apenas operações complexas e completamente diferentes do senso comum aqui no Brasil, e isso me tirou de “dentro da caixa”. Desde então tenho descoberto quase que diariamente as infinitas possibilidades deste modelo de negócio que é amado por uns e odiado por outros, o que é um fato provocado pela popularidade de pouquíssimos modelos de marketplace operando no país.

Uma das questões recorrentes em meus atendimentos comerciais é referente a comissão cobrada do seller/fornecedor/parceiro/prestador de serviço (neste texto tratarei como SELLER).

Só se fala em comissão, comissão, comissão...

Mas será apenas este o modelo de receita possível em uma operação de marketplace?

Minha resposta é de consultor: - Depende!!!

E se “depende”, pressupõe-se que há algumas possibilidades, e isso é uma ótima notícia.

Modelo Tradicional VS Marketplace

Em uma publicação da Harvard Business Review, foi analisado o modelo chamado “Two-sided Markets”, que faz um paralelo entre este modelo e o tradicional, conforme vemos nas imagens abaixo: